O gerente de posto de combustíveis Hélio Leonardo Neto, de 48 anos, foi condenado a 34 anos de reclusão em regime fechado pelo feminicídio e ocultação de cadáver de Mônica Matias de Paula, de 33 anos. A sentença foi proferida pelo júri popular nesta quinta-feira (26), no Fórum de Americana. Ele está preso na Penitenciária II de Guareí.
Além da pena de prisão, ele deverá pagar 20 dias-multa, no valor de três salários mínimos cada, e 100 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps) o equivalente a R$ 3,8 mil.
O crime ocorreu em março de 2024. O corpo de Mônica foi encontrado no dia 15 daquele mês, por um trabalhador rural, nas imediações da Estrada Municipal Janete Fonseca dos Santos Candioto (LIM 391), em Limeira. Hélio foi preso dois dias depois, em 17 de março, no estabelecimento onde trabalhava, na Avenida Abdo Najar, em Americana.
Durante as investigações conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, o acusado confessou o crime e afirmou que já planejava matar a vítima. Segundo consta no inquérito, ele alegou ter estrangulado a vítima para impedir que o relacionamento extraconjugal entre os dois fosse exposto.
De acordo com a apuração, após o assassinato, o corpo foi abandonado na área rural de Limeira e o celular da vítima foi descartado na Rodovia Anhanguera (SP-330).
Além do feminicídio, Hélio também já havia sido condenado a três anos e nove meses de reclusão, em regime inicial aberto, por posse e porte ilegal de armas. Na residência onde morava, na região da Praia dos Namorados, policiais apreenderam cerca de 80 armas de fogo e mais de 16 mil munições.