Empresário apontado como líder de esquema de fraudes bancárias se entrega à PF


O empresário e morador de Americana Thiago Branco de Azevedo, o Ralado, se entregou à Polícia Federal (PF), em Piracicaba, na manhã desta sexta-feira (27). Ele era considerado o principal alvo da operação Fallax, deflagrada na quarta-feira (25), que investiga um esquema de fraudes bancárias estimadas em R$ 500 milhões a instituições financeiras em  dois anos.

Glaucia Juliana de Azevedo, esposa do empresário, e o irmão dela, Julio Ricardo Iglesias Oriolo, também se entregaram

De acordo cm a PF, os homens seguirão para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba e a mulher para Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu.

Operação Fallax

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25/3), a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudes bancárias, além da prática de estelionato e de lavagem de dinheiro.

A investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a grupo econômico específico, para a movimentação de valores e para a ocultação de recursos ilícitos.

Estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia.

Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, de veículos e de ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

De acordo com as investigações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e em criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de estelionato qualificado, de lavagem de dinheiro, de gestão fraudulenta, de corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.


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Publicado em: 27 de março de 2026 Autor: keller stocco Categoria: AS BALAS DA POLICIA

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