ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA AMERICANENSE VAI ATUAR NA DEFESA DA OPERAÇÃO LAVA JATO


O escritório de advocacia americanense Moraes Sarmento vai atuar na defesa na Operação Lava Jato, em Curitiba (PR).

O escritório foi contratado após a realização de buscas e apreensões nas cidades de Campinas e Paulínia na 50 Fase da Operação deflagrada pela Polícia Federal. O advogado criminalista Paulo Henrique de Moraes Sarmento (imagem) entra, com sua banca, ao seleto grupo dos maiores escritórios de advocacia do país. “É com seriedade e confiança que assumimos tal defesa, cientes do peso histórico da operação Lava jato e seu significado para o país, e, como em todos nossos casos, esperamos obter justiça, comprovando a inocência de nosso cliente”, destacou o criminalista.

50 FASE DA LAVA JATO:

A Polícia Federal deflagrou de sexta-feira (23) a 50ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Sothis II. Os agentes federais cumprem três mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador (BA), Campinas e Paulínia (SP).

A operação está relacionada às investigações da 47ª fase, a Sothis. Ela apura o pagamento de propina de agentes públicos e atos de lavagem subsequentes em contratos da Transpetro, subsidiária da Petrobras que atua na área de transporte.

Em Salvador, a PF cumpre os mandados na casa de Ana Vilma Fonseca de Jesus, mulher do ex-gerente da Transpetro José Antônio de Jesus, que foi preso na 47ª fase e se encontra na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Em São Paulo, os mandados tem como alvo empresas investigadas na operação.

Familiares e intermediários do ex-gerente são suspeitos de operacionalizar o recebimento de R$ 7 milhões de propinas pagas pela empresa de engenharia NM entre setembro de 2009 e março de 2014, dissimulando a origem ilícita dos recursos, por meio de depósitos em contas bancárias.

Segundo os procuradores, o ex-gerente teria pedido, inicialmente, o pagamento de 1% do valor dos contratos da NM com a Transpetro como propina, mas o acerto final ficou em 0,5%. Esse valor teria sido pago mensalmente em benefício do PT e não tinha relação com os pagamentos feitos pela mesma empresa ao PMDB a pedido da presidência da Transpetro.

De acordo com o MPF, o ponto de partida das investigações da 47ª fase foi a colaboração premiada de executivos, entre eles a de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.


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Publicado em: 28 de março de 2018 Autor: keller stocco Categoria: CIDADES


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